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O Jogo está de parabéns!

O jornalismo desportivo português tem muitos defeitos. As mentiras nas contratações, o exagerado apego ao futebol e aos três grandes, bem como o vazio das suas notícias são alguns dos defeitos que são geralmente apontados. A lista é bem longa.

A importância dos Jogos Olímpicos no mundo do desporto já teria merecido honras de capa de jornal. Apesar dos resultados dos portugueses não estarem a ser brilhantes, outros já mereceram figurar como destaque nos jornais desportivos. Michael Phelps, o maior atleta de todos os tempos (Lance Armstrong estará ao mesmo nível) cometeu a proeza de obter oito medalhas de ouro nestes JO. E apenas o jornal O Jogo lhe ofereceu destaque de primeira página, no dia de hoje. Apesar de ser a obrigação de um jornal, os outros não lhe seguiram o exemplo. E fica aqui a referência.

Os jornais costumam oferecer o que as pessoas gostam. Mas será que é mesmo isto que os portugueses querem? Saber que Luís Garcia deseja o Benfica ou que Yannick prometeu marcar dois golos ao Porto que os feitos de Phelps?

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Uma boa morte!

Brilhante!

João Pereira Coutinho é o melhor cronista português. Não sou o único que assim pensa. Felizmente. A leitura dos seus textos ao sábado no Expresso é um prazer, agora exposto em duas paginas na revista. A Ler.

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Circulação de Jornais em Portugal

A Associação Portuguesa para o Controlo das Tiragens e Circulação (APCT) divulgou hoje os números relativos à circulação de jornais entre Janeiro e Setembro deste ano.

E há más notícias para a imprensa de rigor. O Diário de Noticias, que “popularizou-se”, viu subir as suas vendas, reforçando a estratégia da nova direcção editorial. Já fui um leitor do DN. Hoje em dia, fico-me pela leitura no (muito mau) website. Outra má noticia foi a descida de vendas do Publico, que vendeu cerca de 42 mil exemplares diários, menos 3 mil que no mesmo período de 2006.

No total de 7 jornais diários (desportivos e generalistas), o 24 Horas perdeu 16% de vendas, o JN perdeu cerca de 2,5% dos leitores, enquanto o Correio da Manhã mantém a liderança, com um aumento de 3,7%. Os jornais desportivos perderam leitores (A Bola não entra nas contagens da APCT). Ao todo, os sete jornais referidos venderam cerca de 437.663 mil exemplares. Menos 3,6% que no ano anterior. A descida na compra de jornais diários não pode ser desligada do facto dos jornais gratuitos terem aumentado em quase o dobro a sua distribuição.

O Arquitecto Saraiva deverá estar descontente, pois o Sol vendeu menos de metade que o Expresso. O semanário do grupo Impresa vendeu cerca de 117 mil exemplares, contra os 49 mil do Sol. Contudo, o Expresso perdeu leitores em 2007. Apesar da descida em termos de vendas, estou agradavelmente surpreendido com o Expresso. Depois de alguns anos de decadência, conseguiu recuperar o rigor a seriedade que o caracterizava.

Os jornais de referência perdem audiência e ganham os tablóides e os jornais gratuitos. Esta é a conclusão que se pode retirar. Em 2008, será que a tendência será invertida?

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