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Notas de um inicio de ano

Mário Soares – Continua a lenta agonia de Mário Soares e a sua campanha desastrosa. Os infames e ridículos ataques a Cavaco continuam a ser a única coisa que se pode retirar da sua acção política. Os recentes ataques à comunicação social são a outra face da sua luta contra Cavaco. A mesma comunicação social que sempre andou com ele ao “colo”, agora virou-se contra ele. Ainda não percebeu que foram os portugueses. Infelizmente ainda vamos continuar a aturar com o ridículo até 22 de Janeiro. Haja paciência para tanta incoerência…

O Caso Iberdrola – Este continua a ser um caso vergonhoso… Pina Moura, antigo ministro da república, actual deputado do PS, continua a defender lamentavelmente os interesses da empresa energética espanhola, com acesso a informações confidencias que a sua posição lhe dá acesso. Em Portugal, o Presidente da dita república tenta interferir nos negócios privados das empresas. Os candidatos presidenciais assustam-se e condenam que a tão poderosa EDP passe para o capital estrangeiro. Sinceramente, o que interessa aos portugueses é que a energia seja bem mais barata… Mas isto parece não interessar a ninguém.

A dança das cadeiras – O governo socialista continua o assalto ao aparelho de estado e das infelizes organizações estatais. Mega Ferreira vai para o CCB, sendo a paga pelos serviços prestados ao PS nos últimos anos. Na EDP, João Tallone já era e vamos ver quem é o boy que se segue. É tão bom ser socialista e amigo de José Sócrates

A esquerda lunática – Agora a esquerda mundial tem um novo herói para juntar ao ditador Fidel Castro e ao corrupto Lula da Silva. O traficante de cocaína, Evo Morales é o novo líder da Bolívia. A sua primeira visita foi a Cuba, seguida pela ida a Caracas, para confraternizar com o amigo Hugo Chavez para denunciar neoliberalismo e o imperialismo (americano, claro está!). De seguida vai visitar a Espanha, a França e a Bélgica e Africa do Sul, China e Brasil. O que me espanta é o que fazem os países europeus na rota deste lunático. Será que é para apoiar as suas reivindicações contra o capitalismo? A mim custa-me a entender quais as razão das democracias ocidentais darem cobertura a estes loucos, que apenas continuam a espalhar a pobreza pela América Latina, como se tem visto na Venezuela.

Bilhete de Identidade – Acabei de ler o tão afamado e criticado livro de Maria Filomena Mónica. E a verdade é que gostei bastante. Não propriamente de algum aspecto especial, mas porque a escrita é agradável e a leitura que se pode fazer da sociedade portuguesa, especialmente da década de 60 é muito interessante. O principal para mim, é que Filomena Mónica é realmente excitante e deliciosa, que teve uma vida igual a tantas outras, mas soube dar-lhe um outro encanto ao transformá-la em livro. A forma completamente descomplexada e autêntica como aborda a sua vida, faz-nos entrar no seu mundo e conhecer as suas angústias, os seus sentimentos e emoções. É realmente uma mulher muito interessante, que nos faz querer ir mais à frente, e tentar ser melhor do que somos, apesar das dificuldades e das contrariedades que nos vão surgindo. Quanto às críticas que tenho lido, umas são por puro provincianismo, outras por inveja e algumas lá terão a sua razão de ser. Mas sinceramente é uma lufada de ar fresco na nossa sociedade atrasada.

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