Virtualidades


Artigo no DE

Não conhecia António Amaro de Matos (perdão pela minha ignorância) mas o seu artigo no DE está muito bom!

Jornais, televisões, rádios, quase todos dizem mal dos americanos e se regozijam com os problemas dos americanos. Com um prazer que transparece nos comentários.

Percebe-se porquê. Os americanos não elegeram para a presidência o candidato de que os "media" gostavam. Logo, a democracia americana não presta. Os americanos comem mal, são obesos e incultos. Além disso bebem coca-cola e gostam. Ainda pior do que beberem, é gostarem. Não sabem geografia. Aprovam em sondagens a guerra feita a países que a maioria dos americanos não sabe sequer onde ficam. Ocupam, abusivamente, um papel nas relações internacionais, sem a experiência das nações do velho continente.

Não é verdade que a Europa não goste dos Estados Unidos. É mais correcto dizer que europeus que se fazem ouvir e ler nos meios de comunicação europeus - políticos, intelectuais, jornalistas - não gostam dos Estados Unidos. Onde não encontram - injustificadamente, acham eles - suficiente eco das suas elaboradas e respeitáveis opiniões. Mas este não é um sentimento partilhado pelos que atravessaram o Atlântico para aí se fixarem - e raramente voltaram. Nem pelos que ainda hoje tentam encontrar naquele país a oportunidade para viverem melhor, num ambiente próspero e livre. Suponho que a ideia que faz vencimento na população europeia é a de que a América é boa para os americanos. Para os que lá vivem ou têm lá a sua base de vida. E gostam de lá estar. Nada de estranho. Na verdade é isso que cada um espera do seu país. E que nem sempre se obtém, sequer em média. Na Europa, as perspectivas de futuro, já para não falar de padrões de vida, são inferiores às americanas.

Mas, deixa chocadas as elites da Europa Ocidental. Sentem como um desafio a eficiência americana que invejam. Difícil de vencer com o modo de vida que proporcionaram nos seus países e de que desfrutam. Deixando o povo europeu habituado a receber benefícios, desmotivado para, por si só, fazer o esforço necessário para os ganhar. Sem forma de relacionar directamente o seu trabalho com os benefícios pretendidos para si e para os seus. Que depois, despreocupados, lhes advêm de forma (supostamente) gratuíta. Poder-se-ia dizer uma economia alegre. Não por acaso, o hino europeu foi tirado do quarto andamento da nona sinfonia de Bethoven. No troço escolhido ouve-se o belíssimo poema de Shiller. Já que não pode ser no hino, falta algures na simbólica da União Europeia uma outra ode, uma "Ode ao Trabalho


0 Responses to “”

Enviar um comentário


Web This Blog

Blogues




© 2006 Virtualidades | Blogger Templates by GeckoandFly.
No part of the content or the blog may be reproduced without prior written permission.
Learn how to make money online | First Aid and Health Information at Medical Health