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mundo em movimento

Condenação
Hoje, um Tribunal iraquiano fez justiça, condenando Sadam Hussein e alguns dos seus acólitos, pelos crimes cometidos contra o povo iraquiano. Os ditadores, que cometem crimes contra o seu povo, têm de perceber que podem ser julgados e condenados pelo mesmo povo que oprimem. Como disseram alguns governantes europeus e mundiais, hoje é um dia feliz para, a liberdade e para a justiça, mas principalmente para os iraquianos.

Sobre as reacções negativas:
Em primeiro lugar, eu sou contra a pena de morte. Mas, ninguém me vê a lamentar pelos condenados à morte pelo mundo inteiro, que infelizmente ainda acontecem. E nesse aspecto, todos podemos ter orgulho em Portugal, por ter sido um dos primeiros países a abolir a pena de morte do sistema judicial. Mas não será por este carniceiro que irei lamentar a sua aplicação. Os que agora lamentam esta condenação devem ter coerência e fazer o mesmo sempre que algum sistema penal condena um criminoso à morte.
A AI refere que o julgamento de Sadam pode não ter sido o mais justo. Não contesto, pois não tenho conhecimento dos factos. Mas terá sido certamente mais justo este julgamento, do que as milhares de condenações à morte que o regime de Sadam implementou no Iraque. Sadam Hussein e os seus seguidores tiveram desta justiça iraquiana o que sempre negaram aos seus opositores.
Por fim, e fazendo uma comparação, gostava de saber a opinião dos que agora criticam esta condenação à morte sobre os julgamentos de Nuremberga ou de Tóquio.

1 Responses to “mundo em movimento”

  1. # Blogger luis santos

    Nuno,

    Peço desculpa por usar esta caixa de comentários...mas não encontrei endereço de e-mail.

    Agradeço o seu comentário mas continuo a pensar que existem diferenças de substância - na percepção do cargo, na imagem do lugar do país no mundo e na visão sobre o 'outro' - entre Clinton e Bush. E essas diferenças reflectem-se na forma como ambos lidaram com crises e nas prioridades que escolheram. O 11 de Setembro não justifica tudo; a ligeireza usada na tragédia do Katrina chega para provar isto mesmo.

    Já Tony Blair é um exemplo que me parece o mais certo para provar um outro argumento; o de que a carreira política de um homem pode ser brilhante e cheia de virtudes mas nada disso será lembrado pelos eleitores quando posto lado a lado com uma só decisão errada.
    Infelizmente para Blair a imagem que vai ficar é a do homem que embarcou na aposta furada de um outro (muito poucos vão lembrar-se das profundas reformas operadas nos sistemas educativo, de saúde ou no crescimento económico).

    Peço que me desculpe, uma vez mais, o uso abusivo deste espaço.
    Agradeço a visita.
    Cumprimentos,  

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