Sempre tive alguma simpatia pelo deputado do CDS. Mas a situação dos 300 despachos numa noite acabaria com qualquer carreira política. Pelo menos num mundo civilizado em que gostava de viver. Em Portugal, todas estas situações são normais. Passam uns dias e mais ninguém se lembra. Infelizmente é assim.
PS: Telmo Correia merece toda a minha consideração e respeito. Mas assinar tanta papelada na noite anterior a sair do cargo dá azo a esta azafama toda.
Etiquetas: CDS
Elogios improváveis
0 Comments Published by Nuno Gouveia on quinta-feira, janeiro 24, 2008 at 15:39.
De Pacheco Pereira ao CDS/PP:
Muito instrutivo, muito instrutivo, o debate parlamentar sobre a unidose dos medicamentos. O PP tem vindo a acertar na agenda, com Diogo Feio a ser um muito capaz líder parlamentar. O PP levantou a questão com notória incomodidade do PS cuja resposta foi de uma completa indigência mental. O PSD pronunciou o cada vez mais habitual "nim". Esta questão é particularmente interessante porque, se há lobby em Portugal, com grande presença na Assembleia e nos partidos, é o das farmácias e da indústria de medicamentos. Se se quiser estudar os lobbies e o poder político em Portugal este é dos mais activos e dos mais antigos.
Critérios Jornalísticos
Daniel Oliveira insurge-se no Arrastão contra os critérios televisivos. Ontem os telejornais abriram com a encenação de Paulo Portas para apresentar o seu candidato à Câmara Municipal de Lisboa. Eu concordo em parte com Daniel Oliveira, pois o CDS não é propriamente um partido com grande expressão para ter tal cobertura mediática. O CDS representará, na melhor das hipóteses, cerca de 8% do eleitorado português. Mas Daniel Oliveira esquece-se da exposição mediática que o Bloco de Esquerda obteve quando ainda nem sequer tinha representação parlamentar, ou então quando valia os 3% que o actual CDS vale nas sondagens.
Daniel Oliveira, que conhece muito bem o mundo da comunicação social, não devia reagir tão mal quando as coisas não lhe são favoráveis. Paulo Portas montou um espectáculo mediático e as televisões foram atrás. Daniel Oliveira, pelo que tenho conhecimento, já foi responsável pela comunicação do Bloco de Esquerda. E estará de parabéns, pois no passado, também o Bloco de Esquerda conseguiu obter mais visibilidade nos media que penetração na sociedade portuguesa.
Daniel Oliveira insurge-se no Arrastão contra os critérios televisivos. Ontem os telejornais abriram com a encenação de Paulo Portas para apresentar o seu candidato à Câmara Municipal de Lisboa. Eu concordo em parte com Daniel Oliveira, pois o CDS não é propriamente um partido com grande expressão para ter tal cobertura mediática. O CDS representará, na melhor das hipóteses, cerca de 8% do eleitorado português. Mas Daniel Oliveira esquece-se da exposição mediática que o Bloco de Esquerda obteve quando ainda nem sequer tinha representação parlamentar, ou então quando valia os 3% que o actual CDS vale nas sondagens.
Daniel Oliveira, que conhece muito bem o mundo da comunicação social, não devia reagir tão mal quando as coisas não lhe são favoráveis. Paulo Portas montou um espectáculo mediático e as televisões foram atrás. Daniel Oliveira, pelo que tenho conhecimento, já foi responsável pela comunicação do Bloco de Esquerda. E estará de parabéns, pois no passado, também o Bloco de Esquerda conseguiu obter mais visibilidade nos media que penetração na sociedade portuguesa.
Etiquetas: Bloco de Esquerda, CDS, media
A disputa pelo poder no CDS V
O sinal que faltava. Paulo Portas parece disponível para ir a congresso disputar a liderança. Depois de uma entrada estratégica errada, Portas está disposto a corrigir o tiro de partida. Uma boa noticia, depois da disponibilidade manifestada ontem por Ribeiro e Castro.
Etiquetas: CDS, congresso vs directas
