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Nenhum político é de plástico por causa das agências de comunicação.

Ora aqui está uma frase brilhante de Paulo Pinto Mascarenhas. E que devia fazer escola no PSD. É que ninguém sabe bem o que anda a fazer. As trapalhadas do governo sucedem-se, mas o PSD continua escondido. O país necessita de uma oposição credível, que saiba transmitir ao eleitorado a sua mensagem. Mas isso só é possível com uma estratégia de comunicação eficaz. De preferência, efectuada por profissionais.

Ler todas as semanas o Plano B, no Jornal de Negócios, de Paulo Pinto Mascarenhas

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A agenda dos media

No dia em que é noticiado o interesse de Santana Lopes em candidatar-se a Lisboa, surge a pertinente notícia que o antigo Primeiro Ministro foi constituído arguido num processo. Alguém acredita que foi coincidência? E nem é preciso uma Central de Comunicação para tanta eficácia comunicativa...

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O Jogo está de parabéns!

O jornalismo desportivo português tem muitos defeitos. As mentiras nas contratações, o exagerado apego ao futebol e aos três grandes, bem como o vazio das suas notícias são alguns dos defeitos que são geralmente apontados. A lista é bem longa.

A importância dos Jogos Olímpicos no mundo do desporto já teria merecido honras de capa de jornal. Apesar dos resultados dos portugueses não estarem a ser brilhantes, outros já mereceram figurar como destaque nos jornais desportivos. Michael Phelps, o maior atleta de todos os tempos (Lance Armstrong estará ao mesmo nível) cometeu a proeza de obter oito medalhas de ouro nestes JO. E apenas o jornal O Jogo lhe ofereceu destaque de primeira página, no dia de hoje. Apesar de ser a obrigação de um jornal, os outros não lhe seguiram o exemplo. E fica aqui a referência.

Os jornais costumam oferecer o que as pessoas gostam. Mas será que é mesmo isto que os portugueses querem? Saber que Luís Garcia deseja o Benfica ou que Yannick prometeu marcar dois golos ao Porto que os feitos de Phelps?

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A privatização da RTP II

A RTP bateu a concorrência, ao ganhar o direito das transmissões televisivas de futebol para as próximas épocas. O valor do negócio não é conhecido, mas li num jornal que seriam cerca de 16 milhões de euros/época. Será que é para isto que serve um serviço público de televisão? Os portugueses não ficariam na mesma satisfeitos se o futebol fosse visionado na Sic ou Tvi? Privatize-se a RTP. Não precisamos de canal público para nada!

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A privatização da RTP

O Pedro Morgado e o Carlos Ribeiro estão a promover uma petição contra aquilo a que chamam a “ditadura dos chamados três grandes na RTP”. A iniciativa tem mérito e relembra o despudor deste serviço público de televisão, que mais não é que um concorrente desleal dos canais privados. Como sempre, é o futebol a chamar a atenção para alguns problemas do nosso país, mas esta RTP há muito que não faz sentido.

Portugal, desportivamente falando, tem três clubes e uma selecção, e tudo o resto é um enorme deserto. Se para quem não é adepto do Benfica, Porto ou Sporting, deverá ser desesperante ver a cobertura excessiva que o futebol tem na televisão, imagine-se o que será para todos aqueles que não gostam da modalidade.

Se a RTP limita-se a ter uma programação baseada nas regras puras do mercado (e estas não permitem a transmissão de um jogo do SC de Braga), então qual a razão deste mesmo canal ser pago pelos portugueses? Além de concorrer no mercado publicitário com os demais privados, ainda recebe milhões directamente dos bolsos dos portugueses, na famigerada taxa da contribuição para o audiovisual. Será que um adepto do SC Braga ou do Belenenses sente-se satisfeito por contribuir para esta RTP? Ou um adepto de Rubgy? Ou ainda alguém que não vê a RTP, porque simplesmente não possui nada de interesse?

Um suposto serviço público pressuporia uma programação de qualidade, com séries de elevado grau de seriedade, documentários históricos, informação de rigor e isenta, desporto para todos (e isto passaria por outras modalidades) e talk shows muito diferentes dos ridículos programas da manhã ou da tarde. Como nada disto se passa em Portugal, e nunca aconteceu, o melhor que o Estado poderia fazer era libertar-se deste depósito de desperdício de fundos públicos. Quando eu desejo aceder a programação televisiva de qualidade, raramente a RTP é a escolhida. E claro, os restantes canais portugueses também estão excluídos.

Será que alguém me oferece um forte motivo para pagar impostos para sustentar esta RTP? Ou indo mais longe, a RDP? A única diferença que este canal tem para a SIC e TVI é que habitualmente serve de plataforma de propaganda para os governos. Como ainda recentemente vimos, com o inefável Primeiro-ministro a recorrer à RTP para servir os seus propósitos.

Pedro Passos Coelho apresentou na sua campanha interna uma proposta honesta de privatização da RTP. Era tempo do PSD assumir-se como uma força real de mudança em Portugal, e apresentasse as verdadeiras soluções fracturantes que rompessem com o imobilismo desanimador em diversos sectores. A comunicação social patrocinada pelo Estado não serve os interesses dos portugueses. Livremo-nos dela.

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Obsceno

A cobertura efectuada pelas televisões portuguesas à selecção de futebol está a ser uma vergonha, roçando o escândalo. Ninguém, com o mínimo de decência, pode achar o que se tem passado justificado. Os três canais, mais os dois de informação, parecem não ter mais nada para cobrir que o pequeno almoço do Cristiano Ronaldo, o rissol do Sr. Madail ou as rezas do Sr. Scolari. Será que não se apercebem do ridículo que estão a transformar a televisão em Portugal?

Por tudo isto, não me admiro que um amigo meu socialista deseje que a selecção de Portugal vá bem longe. Enquanto o circo durar, ninguém se vai preocupar com o pão.

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Debate da TVI

Chamar aquilo que hoje assistimos na TVI de debate é insultar o significado da palavra. O PSD merece um debate a sério, num estúdio a sério e com uma moderadora a sério. Não brinquem com o futuro do PSD.

PS: Santana e Passos Coelho não podem ter a reverência que demonstraram hoje por Manuela Ferreira Leite.

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Blogue sobre eleições do PSD

O Portugal Diário criou um blogue de cobertura das eleições directas do PSD: Laranja Espremida. A acompanhar!

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Media

Não é novidade nenhuma. Na noite em que o líder do maior partido da oposição se demite, na RTPN discute-se futebol. Assim se faz um projecto de qualidade jornalística em Portugal.
A Sic Noticias dedicou uma hora de debate sobre este caso, e é provável que volte à carga depois da Quadratura do Circulo.

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Brilhante!

João Pereira Coutinho é o melhor cronista português. Não sou o único que assim pensa. Felizmente. A leitura dos seus textos ao sábado no Expresso é um prazer, agora exposto em duas paginas na revista. A Ler.

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SIC segue conselho de Menezes

Há dois meses, aliás numa proposta disparatada, Luís Filipe Menezes sugeriu que os programas de debate político na televisão portuguesa deveriam ter "apoiantes" das direcções partidárias.
Hoje, ficamos que a saber que Jorge Coelho vai sair da Quadratura do Circulo (vai para Presidente Executivo da Mota-Engil). O seu substituto: o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa. A campanha para capital já começou... A SIC a prestar os seus bons serviços ao PS.

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TV´s Privadas

É importante dizer que a programação das televisões privadas, bem como a composição dos seus programas de análise política apenas deve depender da vontade dos próprios. Sem pressões políticas.

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Circulação de Jornais em Portugal

A Associação Portuguesa para o Controlo das Tiragens e Circulação (APCT) divulgou hoje os números relativos à circulação de jornais entre Janeiro e Setembro deste ano.

E há más notícias para a imprensa de rigor. O Diário de Noticias, que “popularizou-se”, viu subir as suas vendas, reforçando a estratégia da nova direcção editorial. Já fui um leitor do DN. Hoje em dia, fico-me pela leitura no (muito mau) website. Outra má noticia foi a descida de vendas do Publico, que vendeu cerca de 42 mil exemplares diários, menos 3 mil que no mesmo período de 2006.

No total de 7 jornais diários (desportivos e generalistas), o 24 Horas perdeu 16% de vendas, o JN perdeu cerca de 2,5% dos leitores, enquanto o Correio da Manhã mantém a liderança, com um aumento de 3,7%. Os jornais desportivos perderam leitores (A Bola não entra nas contagens da APCT). Ao todo, os sete jornais referidos venderam cerca de 437.663 mil exemplares. Menos 3,6% que no ano anterior. A descida na compra de jornais diários não pode ser desligada do facto dos jornais gratuitos terem aumentado em quase o dobro a sua distribuição.

O Arquitecto Saraiva deverá estar descontente, pois o Sol vendeu menos de metade que o Expresso. O semanário do grupo Impresa vendeu cerca de 117 mil exemplares, contra os 49 mil do Sol. Contudo, o Expresso perdeu leitores em 2007. Apesar da descida em termos de vendas, estou agradavelmente surpreendido com o Expresso. Depois de alguns anos de decadência, conseguiu recuperar o rigor a seriedade que o caracterizava.

Os jornais de referência perdem audiência e ganham os tablóides e os jornais gratuitos. Esta é a conclusão que se pode retirar. Em 2008, será que a tendência será invertida?

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Sobre a independência do JN

JPP, no Abrupto
No dia em que a operação “Noite Branca” começou a prender suspeitos de serem responsáveis pelo clima de violência no Porto, a comparação entre um jornal de Lisboa, o Diário de Notícias, e um do Porto, o Jornal de Notícias, no mesmo dia 17 de Dezembro, não podia ser mais significativa. O Diário de Notícias falava das biografias e do background dos detidos, fazendo nota, como é óbvio, do seu profundo envolvimento com a claque do FCP, os Super Dragões. Na verdade nenhum destes homens se tornou conhecido por ser segurança na noite, nem por frequentar ginásios e mesmo as suas páginas e vídeos guerreiros (*) nunca tinham merecido muita atenção. Onde eles apareciam era à frente da claque em filmes (a SIC mostrou-os) e em fotos de segurança aos dirigentes do clube. No Jornal de Notícias tudo isto é cuidadosamente omitido e os presos aparecem sem biografia, ou apenas com uma referência casual e singular a essa pertença. De facto, o Jornal de Notícias parece ser um jornal do Cazaquistão tal é a ignorância do que se passa à sua volta. Mas não é, é mesmo do Porto e esse é que é o problema: é do Porto e cala.

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A Regra do Jogo

É o nome do novo programa da SIC Noticias, que vai contar com as presenças de António Barreto e José Miguel Júdice. O novo director da SIC Noticias, António José Teixeira, vai moderar este debate, que será emitido quinzenalmente às terças-feiras.

Uma grande notícia para o cenário mediático português, este regresso à análise política de António Barreto. Com a qualidade e independência de espírito dos intervenientes, está garantida a qualidade e sucesso do programa. Apesar de não ter sido uma escolha sua, este inicio é auspicioso para António José Teixeira.  

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Poder aos mais novos

Há notícias que nos deveriam fazer rir. Fidel Castro disse que vai abandonar o poder e deixar o caminho livre para os mais novos. Ele, que tem 81 anos e lidera o governo ditatorial de Cuba há 48 anos, vai ser sucedido pelo irmão, que tem 76 anos. Os meios de comunicação social passaram esta notícia sem o sentido crítico devido. A RTP, que deveria ser o baluarte do bom jornalismo, passou uma peça noticiosa ontem há noite que devia fazer corar de vergonha a sua autora. Além de ter cometido o erro grosseiro de dizer que Fidel lidera Cuba há 30 anos, conseguiu transformar esta notícia numa vergonhosa peça de propaganda para Fidel Castro. Há pessoas que não tem mesmo dignidade para informar as outras.

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Público mais pobre

Tomei conhecimento, através de Luís Santos, que Joaquim Fidalgo foi "convidado" a deixar de escrever no Público. Na recente alteração do jornal, uma das coisas que mais me desagradou foi a secção de opinião, que considero ter perdido qualidade. Com o abandono de Joaquim Fidalgo das páginas do jornal, e apesar de nem sempre concordar com o que escrevia, o Público perde assim mais um cronista de grande valor.
Nutro um grande respeito e admiração por Joaquim Fidalgo, por ter sido um dos melhores professores que tive na Universidade do Minho. Também por este facto, tenho pena de não poder continuar a ler alguns dos seus escritos. Espero que o possa fazer noutro espaço

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Infotainment II

Aqui fica o vídeo da vergonha da Sic Notícias. Santana Lopes esteve verdadeiramente brilhante. A jornalista simplesmente não teve reacção, porque sabia perfeitamente que não estava a ser correcta. Por outro lado, Ricardo Costa teve uma resposta ridícula, que o devia envergonhar a ele, um excelente profissional.


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Infotainment

A Sic Notícias demonstrou que é um canal tão vergonhoso como os restantes. Interromper uma entrevista, para mostrar a chegada de um treinador de futebol, demonstra o estado vergonhoso da nossa informação televisiva.
Ontem, o convidado era Santana Lopes, ex Primeiro Ministro de Portugal, que dissertava sobre o grave momento que vive o PSD, o maior partido da oposição. A Sic Notícias não teve pejo em interromper a entrevista, por causa um acontecimento sem a mínima relevância, a chegada de José Mourinho a Lisboa.
Santana Lopes esteve ao melhor nível, a deixar a "jornalista" a falar sozinha.
Apenas me questiono se tivesse sido com Mário Crespo, será que deixaria que isto tivesse acontecido? Lembro-me de há pouco tempo um caso de uma jornalista americana que abandonou o programa por causa de Paris Hilton. Lamentável.

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Scolari

Não simpatizo com o senhor, apesar dos bons resultados que já obteve para a Selecção Nacional. Por mim, já poderia ter ido embora há muito tempo. Mas o que a comunicação social fez hoje durante todo o dia não pode deixar de meter nojo ao cidadão mais desligado da realidade. Um acto tresloucado, num péssimo jogo de futebol, que transformou o seleccionador português, pelos comentadores, jornalistas e pela população que fala para os fóruns televisivos, num verdadeiro traidor da pátria. Já estamos habituados a esta forma de ser português. Um dia são adorados, no dia seguinte vilipendiados. Mas é nestes dias que sinto pena do país.

PS: A única vantagem foi que o caso Mccan teve hoje folga por parte dos media. Amanha continua a festa.

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