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A morte de Mari Luz

Não tenho filhos. Mas tenho dois afilhados e várias crianças na minha família. Entendo perfeitamente o sentimento de desespero que paira nos pais de Mari Luz. Tal como nos milhares de pais por esse mundo fora que ficam sem os seus filhos devido à maldade humana. Ao ver a revolta dos espanhóis em Huelva, contra os suspeitos do crime, não consigo deixar de pensar: será que a pena máxima é punição suficiente para estes selvagens? Ou devemos dar-lhes oportunidade de voltarem a viver em liberdade? Quem defende a liberdade destes animais, sabe que está a apoiar um provável criminoso em liberdade. Este homem foi solto há dois anos, depois de ter sido condenado por abusos contra a própria filha. Não será tempo de rever as penas para pedófilos?

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Sobre a independência do JN

JPP, no Abrupto
No dia em que a operação “Noite Branca” começou a prender suspeitos de serem responsáveis pelo clima de violência no Porto, a comparação entre um jornal de Lisboa, o Diário de Notícias, e um do Porto, o Jornal de Notícias, no mesmo dia 17 de Dezembro, não podia ser mais significativa. O Diário de Notícias falava das biografias e do background dos detidos, fazendo nota, como é óbvio, do seu profundo envolvimento com a claque do FCP, os Super Dragões. Na verdade nenhum destes homens se tornou conhecido por ser segurança na noite, nem por frequentar ginásios e mesmo as suas páginas e vídeos guerreiros (*) nunca tinham merecido muita atenção. Onde eles apareciam era à frente da claque em filmes (a SIC mostrou-os) e em fotos de segurança aos dirigentes do clube. No Jornal de Notícias tudo isto é cuidadosamente omitido e os presos aparecem sem biografia, ou apenas com uma referência casual e singular a essa pertença. De facto, o Jornal de Notícias parece ser um jornal do Cazaquistão tal é a ignorância do que se passa à sua volta. Mas não é, é mesmo do Porto e esse é que é o problema: é do Porto e cala.

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Máfias Portuenses

O Porto, cidade onde costumo sair à noite, está a ser o local de uma batalha “mortífera” entre gangs rivais. Ao contrário do que o Sr. director nacional da PJ parece acreditar, a mortandade não parece abrandar. Leio nos jornais que os seguranças e os donos das discotecas lutam para ganhar controlo das actividades noctívagas. No caminho, têm morrido algumas pessoas.
Com seis mortes nos últimos tempos, parece que estamos a assistir a uma verdadeira guerra entre clãs, igual àquelas que me causaram grande impressão em filmes como a saga do Padrinho ou os Intocáveis. Mas o Porto não é Chicago dos anos 30 ou a Nova Iorque das máfias Italo-Americanas. O Porto é uma cidade pacífica, onde a criminalidade não é determinante numa descrição fidedigna e real da sua essência. E claro, os cérebros destes criminosos em nada se comparam aos gangsters americanos. Quem já trocou algumas palavras com seguranças nocturnos saberá do que estou a falar.

Numa conversa sobre o Porto, normalmente são referidos nomes, temas ou assuntos como o rio Douro, a Ribeira, o empreendorismo dos seus empresários, o sotaque portuense, o bairrismo, as festas de S. João, as tripas à moda do porto, enfim, uma série de características positivas ou negativas, mas nunca do seu alto índice de criminalidade violenta.

Este bando de criminosos, que agora se entretém a matarem-se uns aos outros, poderá estar a contribuir para a degradação da qualidade de vida na cidade. Um ambiente nocturno festivo e divertido faz parte de uma cidade cosmopolita e moderna. Mas, se a carnificina continuar, muita gente poderá ficar com receio de frequentar certos espaços.

Infelizmente, nem sempre quem controla as casas nocturnas são gente de “boa casta”. As forças policiais, que nunca quiseram enfrentar os gangs criminosos e que dominam há vários anos alguns sectores da noite portuense, encontram-se manietadas e sem capacidade de resposta perante esta escalada de violência.

O governo, e o poder central, olham de longe para a cidade do Porto, como se estivessem a assistir a um filme longínquo. Afinal, isto é uma guerra nortenha. Quando começarem a “tombar” clientes dos bares e discotecas, quero ver como o governo vai reagir. Os agentes de autoridade já tiveram muitos meses para parar com esta guerra. Em várias conversas de café que vou tendo, toda a gente parece saber quem é que está por trás destas guerras. Qual a razão da inacção policial?
* a foto utilizada foi retirada do site http://circuitos.cityrama.pt

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Quantos anos merece?

Mãe confessou ter dado pontapé no estômago de Sara
A mulher acusada de matar a filha de dois anos, em Monção, confessou hoje que deu um pontapé na barriga da menina no dia em que ela morreu, mas ressalvou que a intenção era atingi-la nas nádegas.
A lei penal portuguesa é do mais avançado que há, dizem os especialistas. A verdade é que dificilmente esta mulher estará mais de 10 anos na prisão. A reabilitação e não a punição, é a base dos legisladores portugueses. A nossa lei não pensa na vítima, mas sim no criminoso.

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Novo código penal

Parece que o Governo, coadjuvado pelo PSD, quis facilitar a vida aos criminosos e aos desrespeitadores da lei. Até ao momento, esta é a sensação que tenho. Num país onde as leis são demasiado brandas para os criminosos, e onde a investigação criminal se limita a punir os mais fracos, esta era a lei que precisávamos.

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