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A hipocrisia política

O PS é um partido profundamente hipócrita. A questão dos casamentos homossexuais veio retirar qualquer dúvida que houvesse ainda sobre esta característica inerente à sua essência. Diz que é a favor, mas vota contra. Um eleitorado atento e exigente não deixaria passar em claro esta incongruência grave. Não se pode afirmar que se defende uma coisa, mas na prática fazer o contrário. Será que isto é assim tão difícil de compreender? Haja decência na vida política portuguesa.
Declaração de interesses: Sou contra esta proposta de lei, e concordo com a orientação do PSD. Nesta matéria, não deve haver disciplina de voto. Mas ao contrário do que Manuel Alegre pensa, eu também sou a "favor da liberdade de orientação sexual" de cada um. Mas isso não abrange mudar o significado de casamento! Contudo não sou dogmático, e aceito visões contrárias à minha.

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A corrupção

Nos últimos anos, o tema da corrupção raramente saiu das páginas dos jornais. Seja por escândalos no futebol, no mundo empresarial ou na política. Volta e meia, a classe política faz de conta que pretende combater a sério este problema. Claro que logo se vê que estão a brincar.

João Cravinho tem lutado na praça pública para termos politicas sérias contra este flagelo, que contribui para a degradação do país. Já era tempo de outros políticos juntarem-se a este esforço. Mas a resposta do PS, e o silêncio do PSD, é mais uma vez, uma contribuição para a manutenção do status quo. Infelizmente.

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A arrogância

Podia criticar o governo por todas as promessas não cumpridas. Podia denunciar as mentiras que foram ditas por José Sócrates em 2005, apenas para vencer as eleições. Podia interpelar o PS sobre os novos 150 mil novos empregos, quando o país tem uma taxa de desemprego mais elevada que em 2005. Podia ainda perguntar se a carga fiscal elevadíssima que temos foi uma promessa de campanha. Por fim, podia discutir sobre o verdadeiro estado de crise que o país vive desde o pântano criado por António Guterres, e que José Sócrates não conseguiu diminuir, antes pelo contrário. Portugal é em 2007, como em 2001, um país adiado e em crise de resultados.
Mas neste momento, apenas me apetece falar da arrogância do nosso Primeiro-ministro. Um político que fez a sua carreira na sombra do aparelho socialista, que nunca fez nada na vida senão as artimanhas da baixa política, que até para acabar um curso precisou de recorrer a esquemas estranhos, mas que se arroga como um verdadeiro salvador da pátria. Lembra os políticos mesquinhos e traiçoeiros que tudo fazem para ultrapassar o próximo. Apesar de não conseguir levar o país para o rumo que prometeu, continua a governar no alto da sua arrogância, esquecendo as misérias do país. Luís Filipe Menezes teve ontem uma tirada brilhante sobre a atitude que o PM teve no Parlamento em relação a Santana Lopes. Na forma como trata os opositores, Sócrates faz-me lembrar aquelas pessoas que, chegados a um cargo de poder, logo tratam de rebaixar os opositores e assumir atitudes de prepotência inarrável. Quem não respeita a oposição não merece ser considerado. Cada vez mais os portugueses vão perdendo reverência por este político de baixo calibre. Se a crise continuar até 2009, não vão ser as baixas de impostos e outras atitudes eleitoralistas que o vão salvar. Até porque já demonstrou que merece ser colocado na rua.

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política à portuguesa

João Soares com a Bragaparques

Carmona Rodrigues afirmou no passado fim de semana ao Expresso que tinha sido através de João Soares que a empresa de Braga tinha chegado a Lisboa. Ao que parece, o MP está a investigar esta ligação.

Mas será que fazemos parte de um país de faz de conta? As ligações da Bragaparques com a edilidade lisboeta remontam aos tempos de João Soares. Isto toda a gente já sabia, inclusive a “negociata" que terá existido por causa da construção do parque do Rossio. Mas o que é estranho nisto tudo é ninguém questionar o núcleo central desta empresa. Se em Lisboa e em Coimbra, os negócios do Sr. Névoa sempre estiveram envoltos numa nebulosa teia de interesses obscuros, que dizer da cidade de Braga?

Foi em Braga, com negócios mirabolantes, que a empresa do Sr. Domingos Névoa, entre outras, cresceu e ganhou capacidade para actuar a nível nacional. O município liderado há mais de 30 anos por Mesquita Machado possibilitou a emergência destas empresas. Ninguém investiga?

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política à portuguesa

Por bons serviços prestados ao partido...

Margarida Moreira foi reconduzida como Directora da DREN. Neste país, a fidelidade partidária é mais importante que a competência. Por isso, somos os mais atrasados da Europa.

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