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07.07.2007 - Um dia histórico

Não pelo espectáculo parolo do Estádio da Luz e não pelo folclore musical do Live Earth (Al Gore, ele bem quer lá chegar).

Zeitgeist, de Smashing Pumpkins tem data de lançamento.
O novo álbum é um regresso ao passado. Definitivamente, abandonam o lado melódico de Adore, e dedicam-se ao rock puro e duro. Em alguns momentos chegamos mesmo a ter a sensação que estamos a ouvir uma banda de heavy metal. Como tão bem sabem, os SP conseguem alcançar uma mistura de vários estilos musicais num álbum de doze músicas, onde sobressai o génio musical de Billy Corgan. Temas como United States e Starz irão fazer parte para sempre do reportório de SP, como grandes músicas de rock. Num álbum em que mensagem é essencialmente política (infelizmente, os músicos gostam de fazer-se passar por políticos), o que verdadeiramente tem significado é a música. O single de estreia, Tarantula, é uma mistura explosiva de guitarras com a fúria das batidas de Jimmy Chamberlain, e a voz única de Corgan a sobrepor-se. O tema de abertura, Doomsday Clock faz as delícias dos fãs dos primeiros tempos da banda, quando os SP foram um dos grandes impulsionadores do indie rock. Passados quase 17 anos do lançamento do fabuloso Gish, podemos dizer que os Smashing Pumpkins estão bem vivos. James Lha e D'Arcy irão fazer falta, mas o génio musical continua a dizer presente. 7 Shades of Black e Bleeding the Orchid são dois portentos de força musical, com os solos de guitarra e a voz de Corgan a fazerem lembrar os temas mais pesados de Mellon Collie. A melodia também tem espaço neste Zeitgeist, com That's the way (my love is) e Neverlost. Sem atingirem o estatuto de Disarm ou 1979, estas músicas irão fazer parte dos setlists de SP. Sem ser crítico musical, e principalmente por estar envolvido emocionalmente com a banda, não posso afirmar com segurança que Zeitgeist será bem recebido pela crítica especializada, e também pelo público. Mas o objectivo deste regresso não terá sido esse. Se assim fosse, os SP poderiam ter feito um álbum muito mais melódico, mais agradável ao ouvido e menos cru, menos agressivo. Os SP regressaram para fazer o que gostam mais e o que melhor sabem. Rock, sem convenções nem fronteiras. Rock, sem ligar às modas ou às tendências do mercado musical. Por alguma coisa existem muito poucas bandas que se aproximam da sonoridade de Smashig Pumpkins.
Zeitgeist marca o regresso mais aguardado do milénio para milhares de fãs que ficaram órfãos em 2000 com o fim da banda. Por isso, 7 de Julho de 2007 ficará marcado por este lançamento. E agora, vou ver o espectáculo dos SP no festival musical, mascarado por razões humanitárias, Live Earth, em New Jersey. (Estão loucos, começaram com a United States. Definitivamente não querem ser banda do grande público).

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