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PSD... Que futuro?

A convocação do congresso do PSD pela CPN parece-me ajustada, embora talvez a sua pudesse ter sido adiada por alguns meses, para poder haver um verdadeiro debate interno. Esta deverá ser uma oportunidade para rever o papel do PSD na sociedade portuguesa, mas também alterar a sua filosofia de funcionamento interno. Tendo como mote o comentário de David Justino, parece-me urgente alterar alguns aspectos fundamentais.
A actual direcção tomou já uma medida correcta, de impedir que as quotas dos militantes pudessem ser pagas sem ser pelos próprios. O que acontecia até agora é que presidentes das secções pagavam as quotas a todos os militantes que as tinham em atraso, favorecendo o peso da sua secção nos congressos e na estrutura do partido. Mas será preciso fazer muito mais no campo interno. Em primeiro lugar, parece-me óbvio a limitação de mandatos nos cargos do partido, exceptuando para os órgãos nacionais. Não me parece saudável ter as mesmas pessoas nas direcções das secções eternamente. Desde que sou militante, a minha secção teve apenas dois líderes. O primeiro só ainda não é presidente porque teve alguns problemas com a justiça e já nem é militante. Obviamente o sucessor foi um colaborador próximo. As eleições directas são um passo evidente para a necessária democratização interna, mas insuficiente. O PSD tem muitos militantes que nem sequer votam no PSD. É necessário fazer um novo processo de refiliação ou então cessar a militância a quem não pague quotas durante 3 anos. O PSD tem que apostar na formação dos seus militantes e reagir às novas ameaças aos partidos. Tem de conduzir a sociedade civil para o PSD e isto só se conseguirá se projectar uma imagem diferente da actual. Muitas mais medidas haverá a tomar, mas parece-me que é dentro que se começa a trabalhar para fora.
O PSD tem de usufruir dos próximos 4 anos para modernizar-se e preparar-se para constituir uma alternativa ao PS. Não pode ser uma tímida réplica deste governo; a oposição deverá ser feita pela diversidade de políticas e não pela crítica simples. O PSD corre o risco de se converter no partido conservador inglês, que perdeu 3 eleições seguidas porque não entendeu os novos tempos e continuou a apostar nas soluções passadistas. Sócrates tem tido algumas opções correctas, que deveriam ter sido medidas dos governos do PSD. E aqui tem que apoiar o governo. Mas não pode aceitar a construção da OTA ou do TGV, que trará sérios danos para o futuro de Portugal. Não pode continuar tolerar este aumento de impostos contínuo que prejudicam a economia portuguesa. A política económica deste governo só favorece o nosso atraso estrutural. Continuamos a aplicar as velhas ideias económicas aumentando o peso do estado na economia em vez de apoiar dar lugar à iniciativa privada. O PSD tem que se afirmar como uma alternativa liberal a esta política económica; não pode defender mais do mesmo. O futuro do PSD tem que ser definido claramente, e não pode continuar agarrado ao centro, que tanto mal tem feito ao país nos últimos anos. Se Marques Mendes ou o tal líder “salvador” que parece estar a ser cozinhado, optarem pela mudança, poderão convencer uma imensa geração de portugueses que estão fartos deste “bloco central” a optarem por trabalharem de corpo e alma no seu projecto. Se for para continuar o mesmo caminho do “centrão” e do “aparelho”, temo que perca cada vez mais na sociedade civil.

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