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Após 49 anos

Fídel Castro renunciou ao poder. Desde 1959 que liderava o país, incrivelmente com o apoio de muitos "intelectuais" do Ocidente, como Saramago e Ramonet. Sai do poder, não pelo voto popular (que nunca permitiu), nem pela força das armas (as que utilizou para chegar ao poder). Afasta-se porque a sua saúde não lhe permite continuar. Como nunca foi um democrata, entrega o poder ao seu irmão, numa espécie de monarquia comunista, ao jeito dos seus irmãos "Norte-Coreanos". Esperemos é que a sua queda seja mais rápida.

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Os "democratas"

O PCP, além de convidar forças assassinas e totalitárias para a sua festa, vai este ano comemorar a revolução de Outubro de 1917. Recorde-se que esta revolução serviu para colocar no poder da Rússia os bolcheviques, que acabaram com a democracia que nascia das cinzas, e iniciou um período de 72 anos de regime totalitário. Apesar do folclore que envolve a "Festa do Avante" e toda a benevolência que a sociedade portuguesa tem sobre o PCP (até Marcelo Rebelo de Sousa por lá passeou), era importante alguém questionar-se sobre se faz sentido termos este PC na nossa democracia. Afinal de contas, se alguém andasse a festejar o 30 de Janeiro de 1933 (outra data dramática para a história humana), certamente haveria uma imensa gritaria (justa) contra esta celebração. Infelizmente, para alguns, o totalitarismo apenas existiu com o nazismo.

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Cariz totalitário

O PCP é um partido que tem estado sempre no lado errado da história. A sua história, exceptuando a sua luta contra a ditadura em Portugal (aliás, para tentar impor outra ditadura), é repleta de historias nefastas para a humanidade.
Estes comunistas, que festejam agora os 90 anos da revolução bolchevique, de Lenine, Estaline e Trotsky, e outros assassinos da história russa, foram apoiantes de uma das mais brutais ditaduras de sempre, a URSS. Os comunistas portugueses sempre apoiaram este regime totalitário, os seus crimes hediondos e o seu cariz repressivo no leste europeu, como as bárbaras invasões da Hungria em 1956 e da Checoslováquia em 1968. Os comunistas portugueses choraram amargamente o fim do muro de Berlim e em pleno século XXI fazem a apologia de assassinos e icons da barbaridade comunista do século XX, como Che Guevara ou Fidel Castro. Basta olhar para as t´shirts deles.
Contudo, apesar de apoiarem regimes e figuras totalitárias, os comunistas portugueses gostam de proclamarem-se amantes da paz e da liberdade. Gostam de diferenciar-se dos nazis, mas, analisando com rigor e imparcialidade aquilo que a História hoje nos ensina, o comunismo está muito próximo da ideologia nazi. Não foi só Estaline que imitou Hitler, pois outros como Mao Tse Tung, Pol Pot e em menor escala, Fidel Castro, Kim Il Sung, Ho Chi Min, Wladyslaw Gomulka, Nicolae Ceausecu, entre muitos outros, cometeram barbaridades idênticas em nome de uma ideologia de terror e de barbárie. Era importante os comunistas portugueses lerem alguma coisa de história e não os livros de história vermelha.
Com este passado criminoso, não admira que os comunistas portugueses convidem as FARC, o PC da Bielorrússia, os comunistas norte coreanos ou o PC Cubano. Afinal, eles sempre apoiaram estas "democracias".

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Vergonha do PCP

O PCP vai evocar na «Festa do Avante» deste ano, marcada para os dias 07, 08 e 09 de Setembro, os 90 anos da Revolução de Outubro, assinalando a criação do «primeiro estado proletário do mundo».
O PCP é um partido sem vergonha. Um partido que festeja a vitória totalitária do Partido Bolchevique. "Um acontecimento maior da história da humidade", que significou milhões de mortos em toda a União Soviética. Uma ideologia assassina, responsável pelas maiores atrocidades cometidas no século XX. Os partidos comunistas em toda a Europa renegaram o seu passado totalitário e evoluiram no sentido da democracia. Passados 18 anos da queda do Muro de Berlim, o PC português continua a celebrar os assassinos bolcheviques.

Aqui ficam três livros que o senhor Alexandre Araújo e os seus camaradas do Politburo português deveriam ler e aprender com a história.

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política à portuguesa

A esquerda estúpida
José Saramago acusa a esquerda actual de ser estúpida. No meio de outras barbaridades a que já estamos habituados a ouvir deste paladino da "democracia" cubana, denuncia que os partidos socialistas já não representam a esquerda.
Para ele, a esquerda era inteligente quando Jean Paul Sartre apoiava o totalitarismo do comunismo, ou quando Noam Chomsky apoiava o regime de Pol Pot. Ou então, para Saramago, Fidel Castro e Hugo Chávez é que fazem parte da esquerda inteligente.
Personalidades como Saramago, que passaram a vida a apoiar regimes ditatoriais, deviam estar caladas quando falam de liberdade e democracia.

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