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Pausa

Até ao final da corrida presidencial americana, este blogue está novamente suspenso. Estarei pelo Eleições Americanas de 2008.

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Pausa

Este blogue estará parado nos próximos dias. Esta semana realiza-se a Convenção Democrata de Denver, e na próxima semana estarei em Minneapolis para cobrir a Convenção Nacional Republicana. Espero escrever aqui algumas considerações sobre a minha visita aos Estados Unidos, fora do contexto das Eleições Presidenciais.
Estarei por aqui.

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“Totally Hot”

A silly season da campanha americana teve esta semana mais um episódio fantástico. Depois de John Mccain ter comparado Barack Obama a Paris Hilton (numa estratégia correcta, mas que peca por ter utilizado uma Hilton, família generosa para os cofres de Mccain), a socialite não se ficou e respondeu à letra. Já ontem dei conta do vídeo, que me agradou, até porque também considero que Paris é mesmo “totally hot”. Mas tenho lido algumas interpretações na blogosfera portuguesa, e que me parecem erradas. Esta pequena polémica é positiva para Mccain.

O melhor que poderia acontecer à candidatura republicana é ter uma “guerra” de palavras com Paris Hilton, ou outras personalidades de Hollywood. Estas não são propriamente uma vantagem eleitoral na América profunda, aquela que normalmente costuma vencer eleições. Em Nova Iorque ou San Francisco, Susan Sarandon ou George Clooney podem impressionar as pessoas com o seu apoio a um determinado candidato, mas o americano comum não possui grande imagem destas elites artísticas. Por isso, se John Mccain tiver alguns amargos de boca deste tipo com celebridades, isso só lhe pode trazer votos. Nunca tirar!

Publicado no Eleições Americanas de 2008

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Ronald Reagan em 1980

Ronald Reagan é um herói para muitos americanos. Considero-o um dos grandes ícones da liberdade, da democracia e da luta contra o comunismo. O Estados Unidos e o mundo precisam de mais heróis.
Entre 1 e 4 de Setembro vou estar em Minneapolis, na Convenção Republicana, ao abrigo do trabalho que tenho desenvolvido no Eleições Americanas de 2008. Será que John Mccain conseguirá atingir o estatuto de Reagan?
Deixo aqui o vídeo de aceitação da nomeação republicana de Ronald Reagan, na Convenção Republicana de Detroit, em 1980. (via Grand'Old Blog)


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As primárias terminam hoje

Depois de uma intensa luta entre Barack Obama e Hillary Clinton nas primárias democratas, hoje vão ter lugar no Montana e Dakota do Sul as últimas eleições. Barack Obama deverá vencer ambas, e confirmar-se como o candidato que vai enfrentar John Mccain em Novembro.
Tenho estado particularmente activo no Eleições Americanas de 2008. Se quiser ter uma perspectiva mais abrangente do que poderá acontecer em Novembro, pode ler este post sobre as previsões para os 50 estados da União.

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A longa campanha

Estamos a 7 de Maio de 2008. Os candidatos estão em campanha permanente desde o final de 2006. Sigo esta campanha, de forma mais atenta, desde Janeiro de 2007. Portanto, quando os candidatos chegarem a 4 de Novembro, já terão quase dois anos de estrada. Há quem diga que é um escândalo. Eu considero ser esta uma das grandes virtudes da democracia americana. Durante mais de dois anos, nunca há períodos mortos e não existe o tédio que por vezes existe em campanhas eleitorais de um mês em Portugal. Há muitas críticas a apontar ao sistema político americano, mas ninguém duvide que não há outro país onde a política seja levada tão a sério. Pelos cidadãos, pelos media e pelos próprios políticos.

Nos Estados Unidos, o primeiro ano da campanha é dedicada à escolha dos candidatos pelos partidos. Normalmente, esse período termina logo em Março, aquando da Superterça-feira. Este ano, a Superterça-feira foi em Fevereiro, mas a corrida ainda continua no lado Democrata. E deverá continuar, pelo menos, até Junho. O que quer dizer, que o candidato democrata vai ter apenas cinco meses, no mínimo, para se concentrar no seu adversário republicano. Num ano eleitoral como este, onde os republicanos estão gravemente “feridos”, isso poderá chegar para ganhar a Casa Branca.

Mas John Mccain poderá ser a grande surpresa desta campanha. A sua candidatura terá começado em 2000. Depois de ser derrotado por George W. Bush nas primárias, Mccain perfilhou o seu caminho no seio da política americana. Esteve contra o próprio partido em diversas situações, criticou a Administração Bush em variados momentos e preparou a sua candidatura para 2008. Por várias vezes pensou-se que seria impossível ser o nomeado. Muitos advogaram que Mccain, com o seu perfil, levaria o GOP à autodestruição. Mas ele seria o único republicano que poderia manter a Casa Branca. Por isso foi o nomeado. A confusão entre democratas tem aberto as portas a uma vitória de Mccain. Se não houver paz Democrata, antes da Convenção, Mccain bem poderá terminar o ano de 2008 como Presidente dos Estados Unidos. Aos 71 anos, é impressionante analisar o que Mccain tem feito este ano. Um político que esteve cinco anos no “Hanoi Hilton”, que lhe deixou mazelas para o resto da vida, continua com a mesma frescura de um jovem. Mesmo que perca, John Mccain já mostrou que é um dos candidatos mais fortes de sempre do GOP. Fosse outro o contexto eleitoral, e seria muito difícil de derrotar. Não é o favorito para Novembro. Nos próximos meses, depois da questão democrata estar resolvida, é provável que se vá abaixo nas sondagens. Veremos como emerge depois da Convenção Republicana de Minneapolis. Mccain encarna uma das histórias mais fantásticas da política americana. Veremos se termina na Casa Branca.

(PS: Não deixa de ser estranho que um comentador português, no último Expresso da Meia-Noite, tenha questionado a capacidade física de Manuela Ferreira Leite para fazer campanha eleitoral na sua idade. Isto há coisas. John Mccain está há mais de um ano e meio em campanha e MFL não consegue fazer um mês de campanha? Estou à vontade, pois nem aprecio politicamente MFL, mas é preciso colocar as dúvidas correctas. Há que analisar a política de uma forma séria. Coisa que muitos comentadores não o fazem em Portugal)

* Publicado originalmente no Eleições Americanas de 2008

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Santana Lopes online

Pedro Santana Lopes, no dia de apresentação da sua candidatura, colocou também o seu site online. Hoje não poderei ainda fazer uma análise aos três sites dos candidatos principais a presidente do PSD. Mas brevemente o farei.
Hoje à noite estarei no Eleições Americanas de 2008 a comentar os incidentes desta noite eleitoral americana, que se prevê muito quente.

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Depois do Mississippi *

mississippi.jpg
Mais uma vitória esmagadora de Barack Obama no estado do Mississippi. Não se pode dizer que os números são surpreendentes, pois estávamos à espera de um resultado desta dimensão. Em termos de delegados, Obama acrescenta mais seis à vantagem que já detinha sobre Hillary Clinton e parte para as próximas semanas em posição auspiciosa.

Depois das vitórias de Hillary Clinton no Ohio, Rhode Island e Texas (aqui não foi bem uma vitória, pois perdeu o Caucus e acabou por sair com menos delegados), alguns dos seus apoiantes esperavam que o “momentum” continuasse nas primárias seguintes. Mas os dois estados que se seguiram eram claramente favoráveis a Obama: Wyoming, caucus e situado nas montanhas rochosas – Obama country; e Mississippi, estado com grande comunidade afro-americana. Depois destas eleições, Hillary vai sair do mês de Março com menos delegados que tinha no final de Fevereiro, o que na sua situação é preocupante. A sua candidatura, depois das derrotas de Fevereiro, sempre tinha defendido que em Março é que iria ser, com grandes vitórias e recuperação na contagem de delegados. Isso não aconteceu.

Sejamos claros: Hillary não tem grandes hipóteses de obter a nomeação. Mesmo nos Superdelegados, cada dia que passa, Obama tem vindo a somar no número de apoios. Mesmo que Hillary recupere cerca de 20/30 delegados na Pennsylvania, vai continuar muito atrás. A sua única hipótese? Michigan e Florida. Se estes estados não repetirem as eleições, podemos ter a certeza que Hillary vai para casa. Aliás, para o Senado.

* Publicado no Eleições Americanas de 2008

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Super Terça-Feira

Hoje vou estar todo o dia pelo Eleições Americanas de 2008. Um dia histórico para a política norte-americana.

Obama ou Hillary? Será que vamos ter alguém a sair vitorioso hoje? E John Mccain será capaz de arrebatar já hoje a nomeação a Mitt Romney? Mais logo, teremos respostas a estas dúvidas...

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Humor

Via Insurgente, "Ron Paul is Insane"

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Barack Obama

Não é meu candidato. E provavelmente não votaria nele, se fosse cidadão americano. Mas tem feito uma campanha notável e está a mudar a política norte- americana. Até o podem considerar um profeta da ilusão, mas um politico carismático como Obama não surge todos os dias. Será uma pena se os Democratas não lhe derem a oportunidade de discutir com John Mccain a vitória em Novembro. Esse sim, seria um duelo de sonho, entre Mccain, de 71 anos e Obama, de 46. Dois dos melhores representantes das suas gerações de políticos. E o melhor dos Estados Unidos iria lutar para suceder a George W. Bush.

Aqui fica o vídeo, "Yes We Can"


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A três dias da Super Terça-Feira

A Super Tuesday foi instituída em 1984, quando os Democratas do Sul, para recuperar a influência perdida nos anos 60, marcaram uma série de primárias para o mesmo dia. Deste então o mês de Março acolhe, nos dois partidos, uma série de primárias e caucus que se realizam no mesmo dia e têm selado o destino dos processos de nomeação em ambos partidos.

Este ano, com a antecipação de diversas primárias, como as da Florida ou do Michigan, os Partidos decidiram marcar a Super Terça-Feira para Fevereiro. Pela primeira vez na história eleitoral dos Estados Unidos, mais de 20 estados vão a votos no mesmo dia. Será a mais importante data do calendário eleitoral das primárias. A Califórnia e Nova Iorque, que eram estados irrelevantes nesta fase de escolha dos candidatos, anteciparam a data da realização das suas primárias para a Super Terça-Feira, tornando-a ainda mais aliciante. São 24 os estados que vão a votos no próximo dia 5 de Fevereiro, e pela primeira vez, poderá ter um desenlace inconclusivo, principalmente no Partido Democrata.

Ler o resto do post em Eleições Americanas de 2008

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Eleições Americanas - O que significará a vitória de Obama?

Barack Obama venceu na Carolina do Sul. A surpresa não foi a sua vitória, que já era esperada, mas os 28% que o separaram de Hillary Clinton. As sondagens indicavam que Obama tinha uma vantagem considerável, mas que esta estaria a diminuir nos últimos dias. A própria candidatura do Senador do Illinois deve ter ficado surpreendida com os números da votação. Para terminar um dia de sonho, Obama protagonizou mais um grande discurso nesta campanha.

Bill Clinton foi um dos derrotados da Carolina do Sul. Mesmo a fazer fé na teoria de Dick Morris, na qual este alude que Clinton terá forçado a barra para encostar Obama à comunidade afro-americana, a sua estratégia não resultou. A campanha negativa que protagonizou prejudicou a sua esposa, e há neste momento nos Estados Unidos uma corrente de opinião a criticar o que chamam o marido desesperado. Hillary Clinton terá que repensar no que fará com Bill Clinton, que poderá ser transformado num obstáculo à sua nomeação.

Nas quatro primárias já realizadas, Obama venceu no Iowa (10% de vantagem) e na Carolina do Sul (28%). Hillary ganhou no New Hampshire (3%) e Nevada (6%). Nesta contagem directa, Obama está à frente nos delegados (apesar de Hillary ter mais devido a um apoio superior dos super-delegados) e em número de votos. Isto coloca o Senador do Illinois como favorito? Nem pensar. No próximo dia 5 de Fevereiro, 22 estados vão a votos, na famosa Super Terça-Feira. E nas sondagens conhecidas, Hillary Clinton vai à frente em 17 estados, e Obama apenas no Illinois e na Geórgia lidera as sondagens. Claro que a vitória na Carolina do Sul poder mudar tudo.

Estes inquéritos de opinião são todos anteriores à Carolina do Sul, portanto antes da vitória esmagadora de Barack Obama. Os próximos dez dias vão ser decisivos. Hillary e Obama têm os recursos financeiros necessários para competirem nos 22 estados. Apesar da ligeira vantagem de Hillary em termos de máquina eleitoral, o entusiasmo que Obama está a captar no eleitorado americano pode ser decisivo. O efeito John Kennedy pode surtir efeito numa época que os americanos desejam mudança na sua vida política.

Para Barack Obama ganhar a nomeação, terá que conquistar a base democrata, que será essencial na Super Terça-Feira. O endorsement de Ted Kennedy, muito respeitado no Partido Democrata, poderá ajudá-lo nesta batalha. Mas o tempo é curto para Obama. A vitória nas primárias nunca será fácil e especula-se que este processo não termine a 5 de Fevereiro. Considera-se que se nenhum dos lados tiver uma vantagem considerável de delegados, o processo vai continuar pelo resto das primárias. E teremos o mais espectacular processo de nomeação de sempre. E talvez nos dois partidos!

* Publicado no Eleições Americanas de 2008

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Eleições Americanas - GOP race for Florida

Amanhã realiza-se a importante primária da Florida. Se para os Democratas pouco contará (o DNC, tal como tinha feito no Michigan, retirou capacidade à Florida de eleger delegados), no campo Republicano, poderá ser fundamental para o desfecho das primárias. John Mccain e Mitt Romney estão literalmente empatados na luta pela vitória. O resultado final é imprevisível.

O último fim-de-semana foi bastante duro entre estes candidatos. John Mccain acusou Mitt Romney de defender um calendário de retirada do Iraque. Esta critica resulta de uma entrevista que Romney deu a Tim Russert ano passado, onde admitiu que poderia planear um calendário de retirada em segredo com o Governo do Iraque. Apesar de Romney sempre ter defendido a estratégia adoptada pelo Presidente Bush, esta critica ocorre quando o tema quente da campanha era a economia. Mitt Romney desmentiu que alguma vez tivesse defendido uma retirada do Iraque e que Mccain estava a usar as suas palavras fora do contexto. Também disse que Mccain apenas tentou mudar o enfoque desta campanha, pois Romney é mais forte na economia.

O vencedor de amanhã ganhará um impulso considerável para a Super Terça-Feira. John Mccain surge com vantagem considerável nas sondagens, onde apenas é ameaçado nos estados do Sul por Mike Huckabee. Caso Mccain vença, poderá arrumar com a questão a 5 de Fevereiro. Mas se Romney derrotar Mccain, a confusão ficará instalada. E a possibilidade de continuarmos com as primárias depois de Fevereiro será uma hipótese bem realista.

Por fim, uma nota para Rudy Giuliani. É quase certo que a sua campanha ficará na história como uma das piores de sempre. Liderou as sondagens durante mais de um ano. Ao guardar-se para a Florida, teve derrotas humilhantes em seis eleições durante o mês de Janeiro. Sairá desta corrida enxovalhado por uma estratégia suicida. Mas Rudy Giuliani é católico. Como tal, acredita em milagres. E por isso, continua a dizer que continua a dizer que acredita que vai vencer na Florida. Amanhã saberemos.

* Publicado no Eleições Americanas de 2008



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'Huckacide'?

Este é o nome de um artigo de Rich Lowry publicado no National Review Online e espelha bem o sentimento que grassa em certas hostes Republicanas.

Em 2004 Howard Dean liderou as sondagens democratas durante grande parte da campanha. Até a realização do Caucus do Iowa. Depois, foi o descalabro que se viu. Mas a possibilidade de obter a nomeação representou para milhares de republicanos uma falsa esperança que a vitória de George W. Bush iria ser bem mais fácil que o esperado. O radicalismo de Dean seria presa acessível para Bush. O establishment democrata percebeu isso e tudo fez para nomear John Kerry. Acredito que o discurso optimista e positivo de John Edwards talvez tivesse tido melhor efeito para os Democratas.

Em 2008, a possibilidade do GOP nomear Mike Huckabee está a deixar certos sectores do GOP em grande alvoroço. A elegibilidade de Huckabee é algo que poucos acreditam.

Para um candidato republicano é muito importante ter o apoio da direita religiosa. Ela compreende cerca de 1/3 dos eleitores nas primárias republicanas. Mas não é preciso fazer parte dela. George W. Bush teve o apoio dos evangélicos, mas nunca foi um evangélico. Bob Dole não era um evangélico. George H. Bush e Ronald Reagan também não. Os eleitores moderados e independentes desconfiam da direita religiosa. As posições fundamentalistas em relação a temas como o aborto ou os direitos dos homossexuais afastam estes eleitores, que são essenciais para qualquer candidato vencer. Em princípio, qualquer candidato republicano terá o apoio dos evangélicos numas eleições gerais. Mike Huckabee, ele próprio, é um evangélico. Foi Pastor Batista, antes de entrar para a política. Na década de 90, teve declarações sobre a SIDA e os homossexuais que o colocam próximo dos fundamentalistas cristãos. Será difícil voltar atrás nestas posições. Huckabee já disse que não é um Flip-Flopper. Por fim, é um crente convicto do criacionismo, em contraste com a teoria da evolução de Charles Darwin. Os democratas neste momento devem sonhar com a sua nomeação

Nos outros vértices republicanos, Mike Huckabee também não parece colher muita admiração. Nas questões fiscais, tem um histórico de aumento de impostos no Arkansas e o seu populismo económico assusta os fiscal conservatives. Neste artigo da Bloomberg, estão várias declarações que demonstram bem o estado de espírito de alguns republicanos. David Hedley, da firma Donaldson Lufkin & Jenrette, de Wall Street, que angariou mais de 100 mil dólares para George W. Bush disse que “ele é um tipo de populista, e isso não resulta muito bem em Wall Street”. The Club for Growth, uma organização que defende o corte de impostos e muito influente entre os republicanos, desenvolveu uma campanha contra Huckabee no Iowa e Carolina do Sul. Pat Toomey, antigo congressista da Pennsylvania e presidente do Clube disse que “Mike Huckabee não é um conservador na economia, ele é o único candidato republicano que é realmente liberal nos gastos federais”. A economia é desde sempre um campo onde os republicanos conseguem obter ganhos consideráveis. O individualismo, o mérito e o sucesso empresarial fazem parte dos genes da sociedade americana.

Por fim, existe a política externa de Mike Huckabee. No artigo que escreveu na semana passada para a Foreign Affairs, as suas críticas à Administração Bush não caíram bem na base republicana. George W. Bush é um presidente impopular, mas os republicanos continuam unidos em torno do presidente. E a política externa agressiva do Partido Republicano tem ainda muito apoio popular nos Estados Unidos. Basta verificar a retórica dos candidatos democratas, que apesar de terem adoptado um discurso contra a impopular guerra do Iraque, não ousam ter uma linguagem muito diferente no resto dos assuntos de Segurança Nacional. Um candidato presidenciável não pode negligenciar este papel. Barack Obama já falou em bombardear países com bombas nucleares, se tal fosse preciso. E Mike Huckabee aparece nesta corrida como uma “pomba”. O eleitorado americano não irá eleger que se mostrar fraco para lidar com ameaças externas. E Huckabee é o elo fraco dos republicanos nesta matéria.

*texto publicado no Eleições Americanas de 2008

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A Imprensa Livre

Neste fim-de-semana, a agenda mediática foi em parte dominada pelo apoio do Des Moines Register, a Hillary Clinton e John Mccain. Também foi noticia o “endorsement” que John Mccain recebeu do Boston Globe, um jornal liberal do Massachussets, mas que tem influência numa parte do estado do New Hampshire. Mitt Romney recebeu na semana passada o apoio da prestigiada revista conservadora, National Review.
Os media têm a capacidade de influenciar as pessoas, e numas eleições tão inflamadas como estas, todos os apoios são importantes.
Na tradição anglo-saxónica, os conselhos editoriais não são politicamente neutros, optando por apoiar os seus candidatos preferidos. Em Inglaterra isso acontece, e nos Estados Unidos, existe já uma vasta tradição de influentes jornais e revistas declararem a sua predilecção eleitoral.
Em vez de terem uma posição hipócrita em relação aos seus leitores, os jornais apoiam determinada candidatura, e explicam as razões da sua orientação. Parece-me uma posição muito mais honesta e íntegra. Dizer a verdade!

*Publicado no Eleições Presidenciais de 2008

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vPOD 2008

Criei uma nova pagina de vídeos da campanha presidencial americana, para dar suporte ao blogue Eleições Americanas de 2008. Com esta ferramenta, tanto disponibilizo os vídeos no blogue, como eles podem ser consultados no site http://vpod2008.vodpod.com. Ainda estou a dar os primeiros passos no site, mas parece-me que vale a pena explorar os serviços prestados pelo Vodpod

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Debate CNN/Youtube

Já está disponível online o debate republicano de ontem na Florida. Não gostei muito do debate. Os assuntos debatidos foram demasiado folclore e pouca política pura e dura. A escolha das perguntas desfavoreceu claramente os republicanos, fugindo de alguns dos grandes tópicos que vão dominar esta campanha presidencial. Gays, Armas, Aborto, Deus, Imigração e Impostos foram os temas mais discutidos. Se é certo que estas questões interessam à base mais conservadora do GOP, assuntos como o Irão, o conflito no Iraque, a luta contra o terrorismo, a reforma do sistema de Saúde ou a economia americana ficaram de fora. A CNN escolheu algumas perguntas ridículas, como a possível ida a Marte, o significado da bandeira dos Confederados ou a razão de Rudy Giuliani ter apoiado os Red Sox. Perdeu-se uma boa oportunidade para discutir assuntos que realmente interessam. E quem ganhou com isto? Mike Huckabee. Fixem bem este nome. Ainda vai dar muito que falar...

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Debate CNN/Youtube


O debate de hoje à noite CNN/Youtube está a provocar muita expectativa nos meios políticos norte-americanos.

Os candidatos republicanos, depois de alguma hesitação, vão estar hoje à noite na Florida para responder a 40 perguntas enviadas pelos americanos, num debate moderado por Anderson Cooper. Este debate tinha sido adiado vários meses depois de Rudy Giuliani e Mitt Romney terem apresentado reservas em participarem.

Estamos a um mês do Caucus do Iowa, e tudo parece estar por decidir no GOP. As sondagens sugerem que Mitt Romny lidera no Iowa, New Hampshire e Rudy Giuliani vai à frente na Florida e nas sondagens nacionais. John Mccain está a recuperar no New Hamshire, e Mike Huckabee está quase empatado no Iowa com Romney. Apesar da liderança incontestável nas sondagens nacionais de Rudy Giuliani, esta é uma corrida aberta, como há muito não se via no GOP. Os republicanos estão ainda à procura do melhor candidato para derrotar Hillary Clinton em Novembro. O debate de hoje à noite pode começar a decidir algumas mentes.

Para este debate, mais de 5 mil vídeos foram colocados online, o dobro das questões enviadas para o debate democrata do passado mês de Julho. Os temas mais abordados foram a Educação, a Saúde, a Política Externa, o Iraque e questões de carácter dos candidatos.

Quem fez a selecção foram os analistas políticos da CNN, o que levantou uma semi-polémica com os sectores mais “tecnológicos”. Se este era para ser um debate dos cidadãos, não deveriam ser estes a escolher quais as perguntas a colocar? Eu concordo com esta posição. Para ser um debate ainda mais “democrático”, as pessoas deveriam poder votar e escolher quais as questões a ser colocadas no debate.

Post colocado em Eleições Americanas de 2008

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Mike Huckabee Ad

Chuck Norris entrou na campanha eleitoral americana. Pela porta grande. Mike Huckabee quer ser o duro da campanha republicana. Além de Chuck Norris, outro "duro" dos Estados Unidos está a apoiá-lo: Ric Flair, herói do Wrestling. Quem será o próximo?

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